sábado, 5 de setembro de 2009

THOR - Parte 74

- Code Of Honor 1 a 4 (Janeiro a Abril de 1997 )

Histórias:

* "Guns" - Escrita por Chuck Dixon e desenhada por Brad Parker e Tristan Schane


* "Veredicts" - Escrita por Chuck Dixon e desenhada por Vince Evans e Teresa Nielsen-Hayden

* "The Streets" - Escrita por Chuck Dixon e desenhada por Derick Gross, Paul Lee e Bob Wakelin

* "Sirens" - Escrita por Chuck Dixon e desenhada por Brad Parker

Código de Honra.

Quando a minissérie Marvels surgiu, a impressionante arte pintada de Alex Ross fazia com que o leitor realmente se sentisse dentro da história. Mas não uma história em quadrinhos simplesmente desenhada. Parecia, de fato, que os personagens eram formados de carne e osso. Mais indiretamente, era como assitir a um filme, com atores reais interpretando boa parte dos heróis da Marvel no início de carreira.

O estrondoso sucesso da minissérie, com apenas 4 números, fez com que todos já imaginassem continuação para a mesma. Mas a detalhista arte pintada não era bem trabalhada a toa... Não era como uma revista normal onde o desenhista apresentava dúzias de páginas por mês. Era um trabalho mais elaborado, com meses de produção para apenas uma edição. Tudo bem! Sem problema! Os leitores podiam esperar! Ia valer a pena. Mas... Alex Ross tinha outros projetos e nem mesmo eram fixados na editora Marvel...

Pouco antes de Código de Honra surgir, fez-se grande estardalhaço que essa seria a continuação de Marvels. Porém, no lugar de Alex Ross, seria apresentada a arte pintada de outros talentos. Não eram tão impactantes quanto Ross (ou foram prejudicados pela expectativa e comparação), mas alguém tinha que fazer. No lugar de uma história de super-heróis contada do ponto de vista de um repórter, tínhamos o mesmo estilo, só que através dos olhos de um policial.

Curiosamente, o maior defeito na arte pintada de Código de Honra estava justamente quando se mostrava os super-heróis. Alex Ross tornava isso natural, fazendo com que o leitor não estranhasse personagens em uniformes coloridos voando ou saltando pela cidade. Já em Código de Honra, alguns personagens pareciam atores vestindo fantasias de borracha. O mais estranho é que, quando se mostravam pessoas comuns (focadas na dramática vida do policial), a arte parecia fluir bem.

Esquecendo a comparação com Marvels, o ponto alto dessa minissérie estava no roteiro. O escritor Chuck Dixon tinha certa competência no mundo dos quadrinhos e sua especialidade eram personagens urbanos, em clima de filme policial... Ideal para contar a história do policial que se sente fracassado em meio a um mundo cheio de criaturas com superpoderes e que ainda sofre com preconceito racial, religioso e até mesmo familiar.

Como a minissérie aborda acontecimentos focados desde o final da década de 70 até o início da década de 90, o mundo de Thor aparece quando vemos o deus do trovão expulsando um gigante de gelo de Nova Iorque e a força policial é convocada enquanto a guerra contra o demônio Surtur ocorre em Asgard.

Aqui, não acompanhamos as aventuras de um deus... mas a difícil arte de sobreviver de um ser humano comum.... que, a certa altura da história, não se sente digno de existir no mesmo mundo onde deuses caminham e passaria despercebido em algum canto de qualquer quadrinhos em uma história qualquer. Porém, mesmo duvidando de seu potencial, mostra que viver a vida real pode ser tão arriscado quanto enfrentar demônios.
*

Nenhum comentário: