quinta-feira, 27 de agosto de 2009

THOR - Parte 66

- Spider-Man 2099 15 e 16 (Janeiro e Fevereiro de 1994)

Histórias:

* "Fall of the Hammer Prelude: The Rise of the Hammer" - Escrita por Peter David e desenhada por Rick Leonardi

* "Fall of the Hammer 1: The Hammer Strikes" - Escrita por Peter David e Rick Leonardi

Thor 2099.

O Universo 2099 foi uma linha de revistas que mostrava como seria o universo Marvel em um futuro dominado por corporações (onde a desigualdade social era mais acentuada) e como seriam seus heróis nessa época. Mais do que simplesmente apresentar versões futuristas dos personagens, essa linha pegava apenas o nome de personagens do passado e o aplicava em novos personagens do futuro. Isso fazia com que a única coisa em comum dessas versões fossem o conceito, a representatividade do herói e não exatamente seus poderes. Apesar da idéia ousada, essa linha de revistas fez sucesso acima do esperado e arrebatou muitos fãs. Boa parte do planejamento desse sucesso deve-se ao escritor Peter David, autor do principal título, Homem Aranha 2099.

Nas páginas desse novo Homem Aranha, surgiu também o Thor 2099... ou alguém que acharia que era o Thor em 2099. Acontece que, no futuro, a existência de deuses asgardianos faria com que surgissem fiéis a ponto de se formar uma religião seguidora deles. Esses fiéis eram conhecidos como thoretes. Aproveitando a adoração por parte desses seguidores, dando a idéia de que era a religião que mais se ampliava naquele período, o vilão Avatarr organizou a criação de uma cidadela futurista flutuante (uma imitação de Asgard) e concedeu, com a tecnologia do futuro, "poderes" para pessoas escolhidas e manipuladas a pensarem serem encarnações dos antigos deuse nórdicos.

Dentre essas pessoas que ganharam poderes, havia também um reverendo que foi levado a acreditar que era Thor. Essa versão, no entanto, talvez por estar sendo manipulada, mostrava-se não só mais arrogante, mas extremamente violento em comparação ao herói do passado.

Como tudo no Universo 2099 era mais conceitual do que visual, não eram apenas batalhas entre vilões e heróis que dominavam o roteiro das histórias. Como pano de fundo para esse minissaga que apresentou a versão de Thor, podemos identificar a intenção crítica em citar o que representam as religiões hoje em dia, além do fanatismo por parte de alguns seguidores e a manipulação por parte daqueles que se julgam acima dos "mortais".
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