quarta-feira, 3 de maio de 2017

O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 784

Arte de capa por Stuart Immonen

Arte de capa por Kalman Andrasofszky

Capa de John Power Severin sobre arte de Frank Giacoia

Arte de capa por John Tyler Christopher

Arte de capa por Steve McNiven

Arte de capa por Adam Hughes

Arte de capa por Julian Totino Tedesco
- Captain America n° 25 (Dezembro de 2014)

* História escrita por Rick Remender, desenhada por Carlos Pacheco e Stuart Immonen, arte finalizada por Mariano Taibo e Wade Von Grawbadger, colorizada por Veronica Gandini, Marte Gracia e Dean V. White, editada originalmente por Tom Brevoort.

Publicada no Brasil, pela Editora Panini, na revista Vingadores: Os Heróis Mais Poderosos da Terra 9, letreirizada por Gisele Tavares, traduzida por Fernando Lopes e Jotapê Martins e editado por Rodrigo Guerrino.


Diante da enorme explosão que envolve os céus de Nova York (e também o Falcão, que levava a bomba), Steve se lembra da primeira vez que ele encontrou Sam Wilson. Ele estava ajudando um grupo de aldeões subjugados a enfrentar o Caveira Vermelha. E mesmo depois de sua chegada, insistia em ajudá-los a lutar. Ele estava acostumado a lutar. Sam havia passado por terríveis adversidades. Perdera os pais para a violência em sua juventude. Criou o irmão e a irmã. Os apoiou. Sem jamais sucumbir à amargura. Utilizou os ensinamentos de seus pais, um ministro e uma organizadora comunitária, como padrão de vida. Em um mundo que só lhe mostrou a dor e o sofrimento... Sam Wilson continuamente se manteve firme. Dando tudo de si para tentar remodelar o mundo naquele com que o seu pai sonhara. Ele se dedicou a servir os necessitados. Como o Falcão, ele lutou ao lado do Capitão América... na linha de frente... por todos esses anos. Sem martelo encantado. Sem soro do supersoldado. Apenas um homem. Um homem dedicado a mostrar do que uma pessoa é capaz, após uma vida inteira de infortúnios. Sam Wilson sempre foi um herói. Hoje ele se tornou algo mais.

O corpo inerte e fumegante do Falcão cai dos céus. O Homem de Ferro intercepta a queda. Mas Sam está imóvel. Em uma aeronave dos Vingadores, Steve chega ao parque onde os heróis se reúnem em torno do corpo do Falcão. Ele reencontra Sharon. Lágrimas escorrem do rosto dela quando ele a abraça. Um misto de saudade, alívio... e pesar. Steve entende o sacrifício do Falcão. Era da natureza dele.

De repente, para a surpresa de todos, Sam começa a falar! Ele escutou os elogios que recebeu. Apesar de fraco pelo impacto da bomba, explica que teve a ideia de pedir para Tony Stark lhe fazer um par de asas de vibranium após as suas terem sido fritadas por Gungnir. O que meio que foi uma premeditação que levou as asas a absorverem a maior parte da explosão. Todos estão aliviados. Sam, no entanto, precisa de cuidados médicos. Azeviche aparece e o abraça. Apesar do clima romântico, Sharon franze a testa para Azeviche e ordena que ela seja presa. Steve, que também não entende a atitude, tenta explicar que a garota os ajudou. Sharon, no entanto, rebate dizendo que ela estava servindo de espiã de Zola. O que explica como Zola conseguiu DNA dos Vingadores para fazer sua versão distorcida dos heróis, além de saber o momento em que Steve estaria mais fraco, abrindo caminho para seu ataque. Além do que, Zola, que estava com ela, fugiu. E, ao contrário de ser apenas uma desconfiança, Sharon afirma que ouviu Zola tramar com Azeviche, sua filha, sobre todos os passos da invasão.

Steve pede calma a Azeviche. A intenção é esclarecer tudo aquilo. Porém, por precaução... ele ordena que ela largue seu bastão de batalha... e seja detida. Indignada, a garota foge. Por um instante, ela dá razão a tudo que seu pai disse sobre os heróis da Terra. Ela corre para a Torre Zola, seguida por Ian. Ela consegue derrubá-lo, entrar na torre... e partir com seu pai.

Uma semana depois...

Steve recebe todos os Vingadores, ativos e reservas, na Mansão dos Vingadores. Gavião Arqueiro brinca sobre estar perdendo seu precioso tempo e espera que as notícias sejam importantes. Steve retruca perguntando se um dos vilões classe "B" do Gavião retornou. O clima é de descontração. Steve começa explicando que envelheceu devido ao soro do supersoldado ter sido retirado de seu organismo e que agora ele não pode mais ser o Capitão América... e brinca dizendo assumir uma identidade secreta mais... geriátrica. Ninguém ri da piada. Um misto de surpresa pelo sempre sério Steve Rogers estar tentando ser engraçado e... bem... ninguém achou muita graça mesmo. Voltando a seriedade, Steve explica que ele realmente não pode mais voltar ao campo de batalha ou a seu uniforme. Mas ainda pode liderar e planejar. Uma vez Vingador, sempre Vingador.

Ao contrário do que os heróis imaginam, e demonstram através de algumas caras tristes, não se trata exatamente de uma despedida. Steve, na verdade, está fazendo da Mansão dos Vingadores sua estação de comando. Ele e Sharon oferecerão apoio tático e orquestrarão missões. Ele será como um operador das missões, fazendo o melhor que puder para mantê-los a salvo enquanto fazem o que fazem melhor. Ele deixa claro que não se trata de uma ocasião solene, mas de alegria. A principal intenção da reunião é apresentar-lhes seu substituto... alguém que ele ama com todo o seu coração. É então que ele lhes apresenta o novo Capitão América: Sam Wilson!

O novo uniforme de Sam chama a atenção. Uma mistura das cores do uniforme do Capitão América com o de sua persona como Falcão. Ainda assim, falta um detalhe importante. Steve lhe entrega... seu escudo. Agradecido e honrado, Sam não está acostumado com discursos. É então que ele diz as palavras que todos querem ouvir:

Avante, Vingadores!

A+:

* A reunião descontraída dos Vingadores na Mansão lembra muito as reuniões que os heróis faziam nos anos 70 e 80, sempre sinal de que algo importante ia acontecer ou mesmo que novos membros seriam oficializados.

* Quando essa edição foi publicada, já não era mais tanta surpresa quem seria o novo Capitão América. Efeitos de uma era de informação global. Mas isso não foi tratado como um problema e até mesmo é ironizado pelo próprio Sam Wilson quando ele é anunciado e complementa aos seus colegas de equipe que não é surpresa pra ninguém... o que inclui os leitores.

* Há, no título, também uma transição da equipe, já que algumas páginas foram desenhadas por Stuart Immonen, que será responsável pela arte da nova revista do Capitão América Sam Wilson.


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terça-feira, 18 de abril de 2017

O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 783


Arte de capa por Carlos Pacheco
- Captain America n° 24 (Novembro de 2014)

* História escrita por Rick Remender, desenhada por Carlos Pacheco e Paul Renaud, arte finalizada por Paul Renaud e Mariano Taibo, colorizada por Sonia Oback e Dean White, editada originalmente por Tom Brevoort.

Publicada no Brasil, pela Editora Panini, na revista Vingadores: Os Heróis Mais Poderosos da Terra 8, letreirizada por Gisele Tavares, traduzida por Fernando Lopes e Jotapê Martins e editado por Rodrigo Guerrino.


O Falcão entra em contato e informa que está enfrentando Zola. Os demais Vingadores estão ocupados, enfrentando as hordas do vilão. Steve alerta Sam para que pegue pesado com Zola, passando por sua armadura e cortando seus circuitos. Mas Azeviche, que havia encontrado Zola momentos antes, acredita que há algo maior do que a invasão. Além disso... Falcão surpreende Steve com uma notícia chocante: Descobriram que Sharon está na torre de Zola... viva!

Steve entra em contato com Ian, seu filho adotivo, que está lutando contra as hordas, junto aos Vingadores. O jovem é informado que Sharon está viva e Steve novamente se surpreende quando ele a chama de mãe. Na verdade, Sharon o criou quando Steve partiu da Dimensão Z. Também acreditava que ela estivesse morta após o último ataque a torre do Zola. Agora, Ian parte novamente em direção à torre, com o intuito de tirar sua mãe adotiva de lá.

Momentos depois, Ian entra em contato. Ele conseguiu resgatar Sharon, mas descobriram o verdadeiro plano de Zola. A invasão realmente é apenas uma isca... um meio para Zola reunir os heróis em um só lugar. Dentro da torre há uma bomba, grande o bastante para acabar com a cidade e todos os que estão nela.

Steve informa o Falcão sobre a bomba e da necessidade de evacuar a cidade. Zola só não detonou ainda devido à presença de sua filha, Azeviche. No entanto, o controle das hordas invasores e da própria bomba está ligada a antena telepática do vilão.

Com a ajuda de Asa Vermelha, Falcão consegue retirar a antena de Zola. Porém isso faz com que a contagem regressiva se inicie. Agora, todos irão morrer em trinta segundos. Steve convoca o Homem de Ferro para levar a bomba para longe, mas o vingador é detido por um dos monstros invasores. Nem Ian, nem Sharon conseguem descobrir uma forma de desarmar a bomba. É quando o Falcão surge e leva a bomba para cima. Ele a leva para o mais alto que pode, mas o tempo é curto. Ele alcança uma altura segura e então... explode.

Continua!

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sábado, 15 de abril de 2017

O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 782

Arte de capa por Carlos Pacheco
- Captain America n° 23 (Outubro de 2014)

* História escrita por Rick Remender, desenhada por Carlos Pacheco, arte finalizada por Mariano Taibo, colorizada por Dean White, editada originalmente por Tom Brevoort.

"O Soldado do Amanhã - Parte 2" - Publicada no Brasil, pela Editora Panini, na revista Vingadores: Os Heróis Mais Poderosos da Terra 2, letreirizada por Gisele Tavares, traduzida por Fernando Lopes e Jotapê Martins e editado por Rodrigo Guerrino.


O invasor vindo das hordas de Zola, utilizando um armadura e um bastão, não só consegue passar por toda a segurança da Mansão dos Vingadores, como também se desvencilha do Homem de Ferro e de Thor. Chegando até a sala de reuniões, ele finalmente encara quem tanto procura: Steve Rogers. No entanto, a surpresa por ver como Steve envelheceu o distrai tempo suficiente para ser atacado pelo Hulk. O estranho, no entanto, também consegue desviar do ataque do gigante verde. Caindo em frente ao agora idoso Steve Rogers, subestima-o por sua idade avançada. Um erro. Mesmo envelhecido, Steve consegue derrubá-lo e ordena que ele continue no chão. E é ao retrucar que o estranho choca Steve... pois ele diz que foi treinado para sempre ficar de pé. Steve recua diante da frase e o estranho, tirando seu elmo, mostra seu rosto e complementa que esta foi uma lição que seu pai lhe ensinou. Steve o abraça, aliviado uma vez que pensava que estivesse morto, deixando seus colegas vingadores confusos. Afinal, só agora eles passam a conhecer seu filho... Ian Rogers! Mas agora há assuntos mais urgentes.

Ian explica que Arnim Zola evoluiu suas tropas milhões de vezes para invadir a Terra. Não conseguindo impedi-lo, o máximo que conseguiu foi se infiltrar na torre que se materializou no Central Park, soltando as tais tropas de monstros. O Falcão, juntamente com Azeviche, entra em contato e está se encaminhando para a torre para enfrentar Zola pessoalmente. Steve envia Homem de Ferro, Thor e Hulk e Ian para tentar conter os monstros, que se espalham pelas ruas, para que Falcão e Azeviche ganhem algum tempo para executar o plano.

Continua!
 
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sexta-feira, 7 de abril de 2017

O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 781

Arte de capa por Carlos Pacheco

Arte de capa alternativa por Alex Ross

Sketch Cover por Alex Ross
- Captain America n° 22 (Setembro de 2014)

* História escrita por Rick Remender, desenhada por Carlos Pacheco, arte finalizada por Mariano Taibo, colorizada por Lee Loughridge e Dean White, editada originalmente por Tom Brevoort.

"O Soldado do Amanhã - Parte 1" - Publicada no Brasil, pela Editora Panini, na revista Vingadores: Os Heróis Mais Poderosos da Terra 1, letreirizada por Gisele Tavares, traduzida por Fernando Lopes e Jotapê Martins e editado por Rodrigo Guerrino.


Deitado em um leito na Mansão dos Vingadores, o agora envelhecido Steve Rogers assiste a um noticiário nada animador. A mulher na tela questiona se a SHIELD é realmente uma agência interessada em proteger o mundo e quem realmente a controla. Tal controvérsia se deve ao incidente recente no Nrosvequistão. Consequentemente, o próprio Capitão América é colocado em cheque, uma vez que ninguém realmente sabe se o herói, que veste a bandeira americana, estaria trabalhando sob as ordens do próprio presidente... ou da obscura SHIELD. Na opinião da entrevistada, uma agência que protege a nação deveria ser escolhida por votação. Quanto ao Capitão América, hoje ele não passaria de uma relíquia do passado.

Ao desligar a TV, Steve recebe a visita de Nick Fury Jr e Maria Hill. Nick diz para Steve ignorar aquele tipo de programa, feito por pessoas assustadas e que não sabem o que se passou. O consenso geral é que há uma crença de que todos que estão no poder são corruptos. Um ponto de vista que Steve, na situação em que se encontra, finalmente consegue entender. O escudo do Capitão América foi encontrado, mas está sendo descontaminado da radiação a que foi exposta. Steve está preocupado com o Gungnir e pergunta que fim ele levou. Para sua surpresa, Maria Hill informa que ele voltou para a estação do Saara e está sendo reparado ao invés de ser destruído. Steve acha isso uma insanidade e que só reforça que a SHIELD realmente pode ser mais uma obscura ameaça do que uma agência em proteger o mundo. Nick argumenta que é um plano de contenção necessário. Mesmo dentro da SHIELD, nem todos os agentes se sentem a vontade que se confiem tanto em super-heróis. Uma das funções do Gungnir é justamente servir de garantia quando uma ameaça maior os fizer falhar.

Depois que Nick e Maria saem, as más notícias não param de chegar. Pelo noticiário, Steve vê que uma enorme torre se materializou no Central Park, liberando uma horda de monstros alienígenas. E é bem mais do que parece. Steve reconhece aquela estrutura.

Steve vai até a sala de reuniões onde Thor, Tony Stark e Bruce Banner tomam conhecimento da invasão. Steve informa seus colegas que se trata de... Arnim Zola. Bruce se mostra mais preocupado do que Stark imaginaria. Afinal... Arnim Zola não é lá uma ameaça para aquele nível de preocupação. Ou não era. Bruce sabe o que Steve passou na Dimensão Z e o quanto Zola se tornou muito mais perigoso.

A invasão parece ter alcançado a Mansão e um intruso passou por todos os meios de segurança. Vestindo uma armadura da Dimensão Z, tudo indica que é um dos milhares de guerreiros que Zola criou para dizimação. Stark vira-se repentinamente para Bruce e o esbofeteia para que ocorra a transformação. Mas Banner diz que isso não é necessário, pois agora ele controla sua transformação no Hulk. Deixando Rogers para trás, os Vingadores irão interceptar o primeiro intruso.

Continua...

A+:

* Essa fase estreou, no Brasil, na nova revista mensal da editora Panini, Vingadores: Os Maiores Heróis da Terra, que trazia um mix de histórias solo dos personagens ligados ao grupo e aproveitava a boa fase de popularidade do mesmo.

* O desenhista Carlos Pacheco retorna para esse, digamos, ato final da revista do Capitão América como a conhecemos. O início dessa série teve como atração a arte de John Romita Jr e Pacheco foi uma substituição bem vinda após a saga da Dimensão Z. Portanto, é curioso também que o mesmo Pacheco aqui tenha a oportunidade de desenhar os personagem utilizados naquela primeira saga.

* Há um bate-papo entre vilões, Zola e Caveira Vermelha, que serve para o escritor Rick Remender "cozinhar" sua série/evento chamada Eixo, que envolveria X-Men e Vingadores no mês seguinte.


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domingo, 26 de março de 2017

O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 780

 
Arte de capa por Nic Klein
- Captain America n° 21 (Agosto de 2014)

* "The Iron Nail: Part 5" - História escrita por Rick Remender, desenhada por Nic Klein, colorizada por Dean White, editada originalmente por Tom Brevoort.
"O Prego de Ferro - Parte 5" - Publicada no Brasil, pela Editora Panini, na revista Capitão América & Gavião Arqueiro n° 19, letreirizada por Gisele Tavares, traduzida por Fernando Lopes e Jotapê Martins e editado por Rodrigo Guerrino.

Enquanto o Capitão América luta com o Prego de Ferro, o enorme Gungnir devasta o Nrosvequistão. Uma forte rajada vinda do espaço (e acionada pela SHIELD) decepa o braço do gigante. Dentro dele, o impacto dá tempo para que Capitão América reaja contra seu inimigo e lance seu escudo em direção a uma estrutura metálica logo acima dele, prendendo-o nos escombros. Gungnir reage e destrói o satélite antes que sofra uma nova avaria.

Steve Rogers encontra Maria Hill recobrando a consciência e lhe pergunta como deter o Gungnir antes que ele devaste de vez o Nrovesquistão. Ela o orienta a destruir a fonte de energia da máquina... o núcleo de seu reator. O Capitão América parte para o nível do reator, mas sabe que terá uma longa conversa com Hill sobre a criação daquela arma.

No caminho para o reator, o Capitão se repreende por estar tão absorto em seus pensamentos referentes a Dimensão Z. Quase se culpa por aquilo, a criação do Gungnir, estar acontecendo bem embaixo de seu nariz. E, ironicamente, por estar tão absorto em seus pensamentos novamente, ele é interceptado pelo Prego de Ferro, que crava os espinhos que saem de seu peito em Steve. Com um golpe, o herói escapa dos tentáculos e continua sua busca. O Prego de Ferro utiliza os tentáculos para retirar as placas de aço da ponte que leva ao reator... mas o Capitão consegue saltar a tempo. É então que o vilão usa um truque novo, disparando dardos de sua carapaça, que atinge as costas de Steve, fazendo-o cair... na sala do próprio reator. Steve ouve os sons da batalha fora do gigante e agora não se importa qual sacrifício deva fazer para destruir o reator.

O Prego de Ferro entra na sala do reator e aperta os controles que fecham as comportas. Steve ouve a espada elétrica erguida pelo Gungnir chiar... pronta para dizimar aquela nação. Ele só tem alguns segundos. O vilão novamente crava seus tentáculos nas costas do herói. Ignorando a dor, ele tenta se reerguer... e lança seu escudo, que passa pela fresta, ricocheteia dentro do silo... e destrói o reator.

Steve cai com a explosão do reator... mas há algo mais. Quando o Prego de Ferro chega próximo a seu corpo... vê que Steve envelheceu diante de seus olhos. Pronto para dar o golpe de misericórdia no herói, ele é surpreendido por um golpe do Falcão.

Apesar de o Falcão golpear diversas vezes o Prego de Ferro, desorientando-o, ele nota que um escombro caiu sobre o agora envelhecido Steve Rogers. O Prego de Ferro aproveita a distração e se lança nas chamas do reator, com a intenção de que todos na sala morram. Com Steve em suas costas, o Falcão levanta voo e consegue sair do gigante. Steve ainda se preocupa com os agentes lá dentro, mas seu parceiro informa que foram evacuados.

Sendo atendido pelos médicos da SHIELD, Steve vê Maria Hill se aproximar. Mas agora não é hora para conversarem. Apesar de sentir o peso dos anos em seu corpo, pelo menos está aliviado pelo Gungnir, a superarma criada pela SHIELD, ter sido destruída.

A+:

* A publicação dessa história, no Brasil, se deu na edição 19 de Capitão América & Gavião Arqueiro (juntamente com a parte anterior) e meio que encerrou a revista. "Meio" porque ainda havia o desfecho das histórias do Gavião Arqueiro, que eram publicadas no mesmo título (daí o nome), que não findaram com essa edição. Com isso, foi publicado mais um número da revista cinco meses depois da 19, justamente para encerrar essa fase do Gavião.


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terça-feira, 21 de março de 2017

O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 779

Arte de capa por Nic Klein
 - Captain America n° 20 (Julho de 2014)

* "The Iron Nail: Part 4" - História escrita por Rick Remender, desenhada por Nic Klein, colorizada por Dean White, editada originalmente por Tom Brevoort.

"O Prego de Ferro - Parte 4" - Publicada no Brasil, pela Editora Panini, na revista Capitão América & Gavião Arqueiro n° 19, letreirizada por Gisele Tavares, traduzida por Fernando Lopes e Jotapê Martins e editado por Rodrigo Guerrino.


A mãe de Steve Rogers o ensinou a sempre se reerguer. De qualquer forma. Por todos os anos de sofrimento que passaram. A Grande Depressão, sua doença, o alcoolismo e desemprego de seu pai... Ela nunca desistiu. Steve herdou sua tenacidade. Seu exemplo definiu sua vida.

Mas ele começou a questionar até isso. E se ela estivesse errada? E se sua escolha de continuar com seu pai e tentar consertar as coisas foi um erro irremediável? E se algumas guerras forem invencíveis? E se a melhor escolha não fosse se erguer... mas se afastar?

Steve não consegue mais. Está perdido. Seu coração continua nas montanhas laranja da Dimensão Z, com seu filho. Ele veste o uniforme, usa seu melhor sorriso... mas por dentro, está morrendo. Continua lutando, mas só por instinto. Porque é tudo o que sabe. Enfrentando uma maré interminável, quase nem fazendo mais diferença. Sua mãe, Sharon, Ian... os seus mais amados se foram. Como um homem pode lutar em uma guerra sem fim... sem ter uma família pra defender?

Em meio à escuridão, ele ouve alguém lhe falar para abrir os olhos. E ele o faz. Devagar. Com calma. Eles estão ali... sua família. Azeviche, Nick Fury Jr, Falcão, Bucky (agora conhecido como Soldado Invernal) e Maria Hill. Steve pergunta sobre o Gungnir, sobre o Dr. Bolha Mental, sobre o Prego de Ferro. Eles lhe informam que ele apagou durante a luta. Ele não se lembra de nada. Mas é atualizado que seus amigos ali presentes acabaram salvando o dia. Maria Hill admite que a SHIELD nunca deveria ter criado o Gungnir. O Prego de Ferro confessou ter controlado o Bazuca e destruído a agência central. O nome do Capitão América finalmente estava limpo.

Azeviche abre a janela do quarto onde Steve está repousando. Lá fora, nas ruas, há uma grande comemoração pela vitória do Capitão América. Ele agradece a Deus por tudo ter dado certo... em um momento em que chegou a perder a esperança.

Hank Pym e Bruce Banner entram no quarto. Após terem erradicado o vírus Zola do corpo de Steve, eles exploraram a Dimensão Z e encontraram algo... inesperado. Um garoto, Ian, que está do outro lado da porta e corre para abraçar o pai, que o recebe com lágrimas nos olhos. Bucky o informa que tem mais... Sharon! Ela o informa que saiu da Dimensão Z, mas estava em missão pelo mundo e não podia se revelar. Mas estão juntos agora.

Eles saem na sacada, onde a multidão espera ver seu herói. Sorridente... Steve acena para o povo nas ruas. Está tudo perfeito... Perfeito demais. Steve franze seu semblante, sobe na sacada e lembra-se de algo: Só há um jeito de sair da bolha. Ele salta para a morte.

...

Finalmente, ele se liberta da bolha do Dr. Bolha Mental. Sente alívio, seguido por uma decepção profunda e por fúria. Diante dele estão o vilão juntamente com seu parceiro, o Prego de Ferro. Steve agarra o Dr. Bolha Mental, mas este lhe mostra meia dúzia de agentes da SHIELD no lado de fora do aeroporta-aviões... saltando para a morta. O vilão ainda tem toda a tripulação sob seu controle... podendo-os matar quando quiser. O Prego de Ferro ordena que Steve siga para os controles da nave, para que seja filmado operando-a e fazendo com que o mundo pense que ele perdeu a cabeça.

Mas os vilões não contavam com algo. Azeviche surge do lado de foram com um aerocarro. Ela salvou os agentes que saltaram e colide com a sala de comando. O Doutor Bolha Mental ordena que Nick Fury Jr e Maria Hill saltem. O Capitão América ricocheteia seu escudo em direção ao vilão... amassando a válvula de sua cabeça de onde saem as bolhas de controle. Agora, o Doutor tem sua mente invadida por milhares de sonhos. Enlouquecido, ele corre pela janela da sala... saltando.

O Prego de Ferro traz Azeviche, desacordada após enfrentá-lo, e se dirige para o painel de controle. O mundo agora acredita que o Nvrosvequistão atacou a base da SHIELD em represália. E o vilão levou o enorme Gungnir para dizimar aquela nação, dando a entender que é por vingança da agência. Chegando ao pequeno país, o enorme porta aviões muda para sua forma final... de um enorme robô ao estilo dos Hibernantes que o Caveira Vermelha utilizou no passado.

Continua...

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sexta-feira, 17 de março de 2017

O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 778


Arte de capa por Nic Klein
Arte de capa por Frank Kozik
 - Captain America n° 19 (Maio de 2014)

* "The Iron Nail: Part 3" - História escrita por Rick Remender, desenhada por Nic Klein, colorizada por Dean White, editada originalmente por Tom Brevoort

"O Prego de Ferro - Parte 3" - Publicada no Brasil, pela Editora Panini, na revista Capitão América & Gavião Arqueiro n° 18, letreirizada por Gisele Tavares, traduzida por Fernando Lopes e Jotapê Martins e editado por Rodrigo Guerrino


O Capitão América orou por horas, pedindo pra estar errado. E seus instintos lhe diziam que era perda de tempo. Isso ele comprova quando vê vários caças e outros aeroporta-aviões da SHIELD, bombardeando o outro aeroporta-aviões que ele invadiu. Um aeroporta-aviões diferente de tudo o que ele havia visto até então. Ele já não havia gostado da postura de Maria Hill na central da agência. Ela estava hesitante, medindo palavras... Ele aprendeu seus trejeitos e sabia que ela estava mentindo, guardando o segredo daquela enorme nave. Mas agora não há tempo para pensar em quais são suas capacidades. A reação desesperada das outras naves em destruir aquela já diz muito do que ele gostaria de saber.

Logo, o Capitão América observa o enorme aeroporta-aviões reagir contra os ataques... derrubando os demais... tirando a vida de vários agentes. A sensação de impotência diante dessa situação, onde o herói não pôde salvar inocentes... apenas lhe dá a urgência em encontrar o responsável por isso.

Ele ficou muito deprimido nos primeiros dias quando voltou da Dimensão Z. Depois que se culpava, sempre se lembrava do rosto de seu filho e de sua noiva. Um homem comum teria desmoronado. Mas ele não é um homem comum. Ele é o Capitão América. Alguém que está preso a um padrão mais elevado. Independente de suas culpas ou perdas, ele sempre se ergue. Centenas de agentes da SHIELD mortos. Mortos porque ele deixou o Bazuca vivo. Agora, ele avança pelos corredores do aeroporta-aviões Gungnir, passando por diversos asseclas do homem responsável por tudo aquilo. Jet, afinal, tinha razão. Tudo estava em sua mente... mas não, dessa vez, não irá cometer o mesmo erro.

Ao chegar à sala de comando, o Capitão consegue atingir o Doutor Bolha Mental com seu escudo. E assim que sua arma volta para suas mãos, ele parte para atacar o inimigo oriental que parece ser o líder da operação. Mas é surpreendido por um golpe rápido e eficiente. Não o suficiente para nocauteá-lo, mas surpreende o fato de que seu oponente se mantém calmo e falando racionalmente. Investindo contra ele, ambos caem pela janela da sala até andar inferior. Mesmo recebendo todo o impacto da queda, seu inimigo ainda resiste. É então que, algo parece sair de seu peito, que agora se abre em um buraco faiscante. Algo que recobre seu corpo, dando-lhe a aparência de um dragão humanoide. De seu peito, ainda saem tentáculos com pontas afiadas. Ele chama a si mesmo de Prego de Ferro.

O Capitão América investe contra o monstro, que se defende com os tentáculos tentando atingi-lo, não conseguindo graças à defesa do escudo. E mesmo com o escudo os cortando, parecem nascer mais do peito da criatura. O Prego de Ferro o provoca lembrando-o dos agentes da SHIELD que foram mortos. Mas o herói sabe exatamente o que fazer por eles... vingá-los! Com fúria, Steve consegue atingir o vilão. Mas, em um momento de impasse, o Doutor Bolha Mental reaparece. Uma das bolhas que saem do pequeno bico em sua testa atinge e envolve a cabeça de Steve, que é dominado e se sente... melhor.

Continua...

A+:

* Esta edição foi lançada, originalmente, na mesma semana de estreia do filme Capitão América: Soldado Invernal, nos cinemas americanos. Daí o embate de aeroporta-aviões na história, lembrando o clímax do filme.


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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 777

Arte de capa por Nic Klein

Capa alternativa por Glenn Fabry

Capa alternativa por Mike Perkins
- Captain America n° 18 (Maio de 2014)

* "The Iron Nail: Part 2" - História escrita por Rick Remender, desenhada por Nic Klein, colorizada por Dean White, editada originalmente por Tom Brevoort

"O Prego de Ferro - Parte 2" - Publicada no Brasil, pela Editora Panini, na revista Capitão América & Gavião Arqueiro n° 17, letreirizada por Gisele Tavares, traduzida por Fernando Lopes e Jotapê Martins e editado por Rodrigo Guerrino


Falcão espreita com o Capitão América em uma duna no deserto do Saara, espionando as ações de Maria Hill e alguns agentes da SHIELD em uma de suas bases. (Nota: sim, o Falcão... já recuperado e voando livre, leve e solto depois da concussão que sofreu... pode estranhar a vontade). Maria Hill havia saído com pressa da estação central, mantendo segredo. Mas há algo grande e grave acontecendo e em torno de alguém que declarou guerra à própria SHIELD. A dupla de heróis só não sabe quem é e porque está fazendo isso agora. O Falcão sintoniza um chamado da Hill... e é tão urgente que ela está chamando qualquer agente da SHIELD. É hora dos heróis agirem... mas... Outros agentes motorizados e um enorme tanque atacam em nome da Hidra. Claramente, são agentes da SHIELD mentalmente controlados. O Capitão América derruba um dos agentes e toma sua moto para seguirem mais rápido. Quatro agentes motorizados saem do tanque e os perseguem. Por incrível que aparente, este é o menor dos problemas. O Capitão América sabe que a SHIELD já passou dos limites algumas vezes e teme o que vá encontrar naquela base. Quase duas centenas de agentes morreram na base central sem nem mesmo saberem o que era guardado ali. Que segredos haverão de esconder nessa base do deserto?

Após derrubarem os agentes motorizados, Capitão América e Falcão seguem para a base. Capitão faz contado com Azeviche que está procurando informações a respeito de um vilão conhecido apenas como Doutor Bolha Mental. Azeviche, diz que localizou o antigo ciborgue que rodava o programa do qual o vilão surgiu e que não fez nada drástico para conseguir a informação (sim, fez, torturando-o pela tal informação). Ela conta que o Doutor Bolha mental já foi um cientista da SHIELD que procurava uma técnica de guerra mais... humana. Uma resposta contra armas vivas como o próprio Capitão América. Em uma tentativa de alcançar seus objetivos, fundiu o soro do supersoldado com a estrutura da droga LSD. E utilizou ele mesmo como cobaia. Acabou enlouquecendo e matando todos no projeto. Também tentou desmantelar a SHIELD antes de ser aprisionado. Suas energias mentais são expelidas em forma de bolhas que alteram a realidade através de uma válvula em sua testa. Essas bolhas são mapas de sonhos, com o poder de envolver a vítima em um mundo de fantasia baseado nos seus desejos mais íntimos. Quando ele acaba com a vítima, a fantasia fica sombria e acaba usando os desejos do hospedeiro para matá-lo, tanto dentro da bolha... quanto na realidade. Azeviche ainda alerta Steve que só há uma maneira de escapar do ataque do vilão... Cometer suicídio antes que a fantasia o mate.

Enquanto Azeviche explica, os dois heróis escapam de mais um ataque dos agentes dominados. Por fim, Falcão invade um dos tanques do ataque e descobre que ele está sendo teleguiado. Ele escapa da explosão quando o tanque detecta sua invasão mas, antes, um dos disparos atinge a moto que o Capitão pegou. O herói salta no momento da explosão e encontra, logo abaixo, um aeroporta-aviões do tamanho de uma cidade. Bem diferente, e possivelmente mais letal, dos que os que conhece da SHIELD. Porém, quando o Capitão América o alcança, vislumbra outros aeroporta-aviões chegando para impedir o roubo desses. E se ele não sabe o motivo sombrio que os levou a criar o gigantesco que estava sendo roubado... muito menos pode saber do que a agência seria capaz para deter esse roubo... mesmo ele estando na linha de fogo.

Continua...
Arte de Nic Klein





  

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sábado, 11 de fevereiro de 2017

O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 776

Arte de capa por Nic Klein

Arte de capa por Rags Morales
 - Captain America n° 17 (Abril de 2014)

* "The Iron Nail: Part 1" - História escrita por Rick Remender, desenhada por Nic Klein, colorizada por Dean White, editada originalmente por Tom Brevoort

Publicada no Brasil, pela Editora Panini, na revista Capitão América & Gavião Arqueiro n° 16, letreirizada por Gisele Tavares, traduzida por Fernando Lopes e Jotapê Martins e editado por Rodrigo Guerrino


Neva nas ruas do Brooklyn, onde Steve Rogers e Jet passeiam na multidão. Ele pergunta se ela viu alguma coisa interessante enquanto ele esteve fora, na missão para deter o Bazuca. Omitindo seu encontro com o Caveira Vermelha, ela diz que não e muda rapidamente de assunto, perguntando mais sobre o Bazuca. Ela viu muitas propagandas políticas dizendo que o Capitão América teve sua reputação manchada, algo com o qual ele se importa muito, já que é um representante do povo e tem a responsabilidade de personificar altos padrões morais. Apesar de, para Jet, parecer que Bazuca é uma espécie de traidor de um clã (a nação americana), Steve diz que, na verdade, ele é doente. Não faz as coisas intencionalmente. Ao contrário da Dimensão Z, a nação que Steve defende não realiza execuções sem um julgamento, linha de ação que os define contra o inimigo. Steve, no entanto, se preocupa de quase ter cruzado essa linha. Quando Jet tenta justificar que ele deveria ter matado Bazuca, pois a nobreza do herói o está levando longe demais... é como se ele ouvisse o próprio Arnim Zola, pai dela, falando. De repente, um executivo esbravejando ao celular corta o caminho dos dois, quase os atropelando. É em momentos assim que o pragmatismo de Zola, de certa forma, faria certo sentido. Pesar a mão em um sujeito mal educado como aquele não seria tão ruim.

Steve desconfia de um trio logo atrás do executivo na entrada do prédio e os segue. De fato, eram homens que atacaram seus seguranças, fizeram o bom e velho discurso justificando sua violência, apontaram o dedo para sua vítima e a ameaçaram dentro do banco. Características de quem é o bandido da história. Steve o ataca... mas um cajado nas mãos de um dos homens dispara uma forte descarga de energia, lançando-o longe. Enquanto o líder dos criminosos volta a discursar sobre a "escória capitalista daquela nação", Jet o lembra de que aquele que ele atingiu talvez ainda não tenha acabado. De fato, o traje por baixo da roupa de Steve o protegeu da rajada e ele revida derrubando o homem com o cajado. Jet consegue dar conta dos outros dois. Caídos, os homens desaparecem em fachos de luz depois de o líder apertar um comando. Steve se dirige ao executivo (outrora mal educado) que foi atacado pelo trio e lhe pergunta se os conhecia. Ele diz que não, ajoelhando-se, e quer agradecer o Capitão com um cheque ou o que ele possa fazer por ele. Steve apenas o olha com nojo. Uma chamada de Maria Hill convoca Steve para a base da SHIELD no Grand Canyon com urgência. Algo terrível aconteceu.

Steve encontra a base a SHIELD totalmente destruída por conta de uma explosão. Em um dos andares, a "bomba": apenas o que sobrou do corpo do Bazuca após os explosivos colocados em nele terem feito o serviço, levando sua vida... e a de cento e sessenta e seis agentes. Steve se sente culpado por ter levado Bazuca até a base. Conclui que ele falhou. Deveria saber. Jet alerta que a acusar-se não vai levar a nada. As equipes de busca ainda procuram por sobreviventes. Falcão e Nick Fury Jr não foram encontrados. Por enquanto, foram considerados como mortos. Como se já não bastasse de más notícias, uma arma secreta que estava naquela base desapareceu. Uma "arma" que foi criada como resposta a outros experimentos como o Capitão América, Wolverine, Bazuca e todos que foram alterados ao longo dos anos. Azeviche, que se concentrava enquanto Steve e Maria conversavam, diz que localizou o Falcão. Ele está caído na água com uma concussão severa. Ainda há tempo (mas urgência) para salvá-lo.

(adaptado do roteiro de Rick Remender)
Arte de Nic Klein

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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 775

Arte de capa por Nic Klein

Capa alternativa por Chris Eliopoulos

Capa alternativa por Lee Bermejo
- Captain America n° 16 (Abril de 2014)

* História escrita por Rick Remender, desenhada por Pascal Alixe, colorizada por Edgar Delgado, Antonio Fabela e Israel Silva, editada originalmente por Tom Brevoort

Publicada no Brasil, pela Editora Panini, na revista Capitão América & Gavião Arqueiro n° 15, letreirizada por Gisele Tavares, traduzida por Fernando Lopes e Jotapê Martins e editado por Rodrigo Guerrino

Esta edição, apesar de ser um número da revista do Capitão América, é um interlúdio onde o herói não aparece. A história e protagonizada por Azeviche (Jet), filha de Zola que saiu da Dimensão Z juntamente com o Capitão.

Em um dia frio, com prédios cobertos pela neve, Azeviche faz uma espécie de ronda para conhecer melhor esse novo mundo. E a decadência que ela vê nada lhe agrada. Afinal, é exatamente como o pai dela, Zola, havia lhe falado. Um mundo onde os fracos sofrem e os poderosos prosperam. Um mundo, a seu ver, selvagem e movido por instintos predatórios. Ela chega até mesmo a questionar se Steve Rogers tinha tanta razão quando lhe ensinou a agir do lado do que ele considera o bem. A cidade a revolta a ponto de incomodar seus sentidos aguçados. É bem diferente do mundo controlado e perfeito que seu pai construiu. Agora acredita que seria melhor para esse habitat se ele fosse governado por um Zola.

No entanto, apesar de criada para entender que a bondade é uma fraqueza, ela a entende nos poucos que se manifesta. Não que isso a faça entender como essa virtude possa sobreviver diante de tanta depravação a sua volta.

A selvageria lhe chama a atenção quando ela presencia dois homens espancando um terceiro em um beco. Azeviche aparece no beco e os dois covardes fogem. O homem que estava sendo espancado, muito ferido, acha que ela é uma super-heroína e pergunta por que não o ajudou ao invés de estar apenas observando. Ela, com seu modo de entender peculiar, ainda lhe passa um sermão sobre a responsabilidade de se defender sem depender de outros. "Se você não for forte o bastante pra derrotar a vida... a vida te derrota." Ela parte convencida de que seu pai estava certo no que diz respeito a fortalecer esse mundo.

No telhado, um estranho chama sua atenção. Ele parece ter conhecido seu pai e a convida para jantar. Seu discurso sobre sobreviver aos males indignos daquele mundo desperta sua curiosidade. Ele lhe dá roupas mais civis, afinal seu traje da Dimensão Z não é nada discreto.

No jantar, ela não come nem bebe pois se recusa a experimentar o que considera gordura animal, cozida em mais gordura animal, temperada em creme animal, o que explicaria a obesidade grotesca dos habitantes daquela dimensão. Até mesmo o vinho não lhe parece atraente, já que é apenas uma substância alteradora de consciência. Ela o indaga sobre saber tanto dela e de seu pai. Ele explica que Zola tinha amigos e os preparou para sua chegada. O estranho é cortês demais. Demais para levantar a desconfiança de Azeviche, insistindo ser um amigo. E no seu discurso de que ela deve confiar para sobreviver ao lado dos mais fortes.

O estranho conta que seu pai, diferente do "forte" Zola, era um missionário que decidiu morar com a família na nação de Genosha, habitada por uma das mais oprimidas de todas as raças.. os mutantes. Assim que teve a oportunidade, o jovem deixou sua família para estudar fora de Genosha... longe dos fracos e oprimidos mutantes que ele aprendeu a odiar. Isso o livrou da morte quando Genosha foi dizimada por Sentinelas. A compaixão de seu pai foi o lado fraco que assassinou sua família. Mas ele encontrou outros, um "professor" forte... velho amigo de Arnim Zola... que ele gostaria de apresentar a Azeviche.

Ela fica impaciente com o demorado galanteio e exige que lhe apresente o tal homem forte.

Eles vão parar em um cortiço, onde ela começa a desconfiar. Afinal, que homem "forte" viveria no meio daquela decadência? No entanto, dentro do apartamento onde é levada... o ambiente é de ostentação... mesmo diante da presença do... Caveira Vermelha!

Azeviche fica alerta diante do vilão, que promete não lhe fazer nenhum mal em respeito da amizade com Zola, e se posiciona de forma a estar pronta a matar qualquer um naquela sala. O Caveira explica que Zola lhe pediu para treinar sua filha caso ela viesse aquele mundo. Antes que se entenda que ali está havendo uma espécie de recrutamento, a garota diz não. O Caveira mostra um de seus lacaios, vestido de Capitão América para dizer que ela irá lutar ao lado dele, pelos fracos, em uma guerra que nem mesmo ele sabe se pode vencer. Como última cartada, o vilão mostra... o próprio Zola (uma ilusão?) dizendo que sua filha deve ficar do lado dos fortes ou sucumbir. Ela decide sair daquele local.

Quando se volta para a porta de onde acabou de sair... ela está novamente no beco... com o homem que foi agredido e não ajudou. Confusa, ela apenas o ouve dizer que teve uma escolha e que quase escolheu a opção errada.
Arte de Pascal Alixe
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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 774

Arte de capa por Jim Cheung e Laura Martin


Capa alternativa por Francesco Mattina
- Captain America n° 15 (Março de 2014)

* História escrita por Rick Remender, desenhada por Carlos Pacheco, artefinalizada por Mariano Taibo, colorizada por Rachelle Rosenberg, Rain Beredo e Val Staples, editada originalmente por Tom Brevoort

Publicada no Brasil, pela Editora Panini, na revista Capitão América & Gavião Arqueiro n° 14, letreirizada por Gisele Tavares, traduzida por Fernando Lopes e Jotapê Martins e editado por Rodrigo Guerrino


Dentro do avião da SHIELD, o Capitão América acompanha os agentes que levam o Bazuca. Algemado o vilão diz que nunca gostou desse nome. Que não lhe serve. Ele se considera um soldado de frente de batalha, não uma bomba que é lançada a milhares de quilômetros de distância. Ele luta com aqueles que ele chama de "nossos meninos". Apenas segue ordens. O Capitão o lembra que, em matéria de ordens, lhe deram umas muito ruins. Bazuca diz que não soldados não escolhem as ordens que seguem. A lealdade de um soldado é prestada ao seu oficial no comando... e aos "meninos" de sua companhia. Ele frisa que coloca a própria vida em risco se o comandante ordenar. Tudo o que disserem. Foi nas selvas quentes que ele serviu, não em um escritório, olhando para um botão. Foi no campo de batalha que ele ouviu os "meninos" gritarem e sangragrem. Olhou dentro dos olhos do inimigo. O chamam de Bazuca bem antes do que ele se lembra. Mas ele acredita que o nome não lhe serve.

Dentro do avião também está Nick Fury Jr, que complemente dizendo que o chamam de Bazuca porque é o que esperam que o agente Simpson (seu sobrenome civil) seja. Nick leu a ficha de Simpson e descobriu que queriam que ele lutasse em terra e vencesse a guerra, independente do número de mortos. Mas quando saiu em sua primeira missão, não fez o que era esperado, interessando-se mais em proteger os soldados americanos do que em matar o inimigo. Com isso, ele foi "reconstruído" para a próxima geração de supersoldados. Mas foram longe demais com isso, reprogramando o cérebro do agente Simpson e garantindo que ele seria incapaz de ignorar suas ordens. No final, Bazuca é uma vítima de homens malignos que perverteram sua honra. Fury aponta para uma das agentes no avião, Lamia, cujo pai foi um dos homens que Simpson salvou antes de morrer. A agente não foi recrutada para estar no avião por acaso. Ela, indiretamente, é uma lembrança a Simpson do que ele já foi. A agente Lamia diz que, por ter salvo o seu pai (o que, se não tivesse acontecido, não permitiria que ela estivesse ali agora), Simpson foi o "Capitão América" dele.

Todos concordam que Simpson, afinal, foi sim um bom soldado. Corrompido contra sua vontade. Mas o que querem que ele concorde... é que mentiram sobre suas ordens. Ainda assim, Bazuca continua acreditando que seu "general" apenas o envia nas missões em que a prosperidade e segurança da nação estão em risco. Soma-se a isso o fato de que o tal "general" lhe disser para não confiar em ninguém até a vitória final.

Steve pontua que não há nada pra vencer. A guerra acabou e é hora de voltar pra casa. Mas Steve também sabe como isso é difícil. Significa retornar a um mundo que já não é familiar como antes. Sorrir e fingir que tudo é normal. No entanto, para se crescer... é necessário deixar o passado. E, por enquanto, essas devem ser as ordens que Bazuca deve aceitar.

Todos sabem que a culpa não é exatamente de Bazuca. Mas ele precisa dizer de quem estão vindo suas ordens. Mesmo porque, isso é vital para evitar uma guerra iminente devido as suas ações. Bazuca está disposto a tentar contar tudo de que se lembra.

Quando chegam a uma das estações da SHIELD, no Grand Canyon, Fury cumprimenta Steve por conseguir falar com Bazuca. Steve sabe que é mais fácil ensinar para outros aquilo que nós mesmos precisamos aprender. Afinal, em qualquer tipo de guerra, chega o momento em que temos que retornar. Mesmos nossas guerras pessoais.

Falcão dá uma carona para Steve ao Brooklyn. Agora a preocupação não é descobrir o que fizeram com o Bazuca, mas que fez. O plano por trás disso parece simples: difamar um super-herói dos Estados Unidos para difamar os próprios Estados Unidos. Steve sente que o Falcão acha que há algo mais. De fato, Sam acha que quando alguém orquestra algo tão perfeitamente... passar por toda a dificuldade de sequestrar e enganar alguém tão perigoso como o Bazuca... o buraco pode ser bem mais embaixo. Steve concorda. Mas o plano primário é a difamação. Caluniar é a maneira mais efetiva e fácil de destruir alguém. "Ninguém lê os artigos... só as manchetes".

Mas agora Steve está exausto, sem condições para tratar desse assunto. Dessa forma, o Falcão deixa seu amigo descansar enquanto ele mesmo irá ajudar a SHIELD com o Bazuca.
Arte de Carlos Pacheco
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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 773

- Captain America n° 14 (Fevereiro de 2014)

* História escrita por Rick Remender, desenhada por Carlos Pacheco, colorizada por Mariano Taibo, editada originalmente por Tom Brevoort

Publicada no Brasil, pela Editora Panini, na revista Capitão América & Gavião Arqueiro n° 13, letreirizada por Gisele Tavares, traduzida por Fernando Lopes e Jotapê Martins e editado por Rodrigo Guerrino


Bazuca matou dezenas de inocentes. Colocou a bandeira americana nos cadáveres.  E depois de horas, o Capitão América se levanta e continua tentando pará-lo. Apesar disso, nada diminui seu ritmo e o herói sente que está perdendo o controle, que há algo preso dentro dele que começa a se soltar. Algo furioso. Uma ira nova. Vinda do luto. Mas o fato da mente do Capitão América estar em outro lugar, mais precisamente com sua família morta, acaba deixando-o descuidado. E só depois de ser derrubado pelo Bazuca, ele percebe que a fúria não é a solução ali. Mas o intelecto pode ser.

No chão, sob a mira da arma do vilão, ele tenta argumentar, lembrando que Bazuca é um patriota, um bom soldado, afinal. E de que suas ordens são falsas. Afinal, por que ele, o Capitão América, estaria tentando impedi-lo? Lembra-o que patriotismo levado ao extremo é fanatismo, não importa quem você é ou de ONDE veio. Bazuca considera estrangeiros inimigos. Mas o Capitão prova que estrangeiros não são inimigos. Seus próprios pais eram imigrantes. Quando Steve era criança, os irlandeses, como seu pai, estavam sendo perseguidos. Foram chamados de estrangeiros sujos. Foram discriminados. Todas as religiões, todas as nacionalidades querem o mesmo: ver seus filhos crescerem fortes, oferecer segurança para suas famílias... viver em paz. E foi por essa paz que eles, Capitão América e Bazuca, se tornaram soldados. Pra lutar por um mundo pacífico.

As verdades ditas pelo Capitão América chocam Bazuca, que abaixa a guarda e ajuda o herói a se levantar. O Capitão reforça que as ordens que o Bazuca seguia eram falsas. É hora de irem para casa e encontrar quem está por trás daquilo e derrubá-los. O Capitão diz que irão ajudar Bazuca, lhe dar um julgamento justo. Meio sem graça, Bazuca concorda, apertando a mão do Capitão.

No entanto, o barulho de uma janela se quebrando acaba com o momento. Uma repórter, escondida, tirando fotos dos acontecimentos. Bazuca se arma novamente. Capitão América tenta fazer com que ele volte a se acalmar, dizendo que a repórter está com ele e que o general sabe. Mas Bazuca considera a imprensa manipuladora e mentirosa, que foram culpados por fazerem os soldados americanos parecerem maus. Novamente o vilão está descontrolado, derruba o Capitão e parte atrás da repórter.

Ambos correm pela neve, através da floresta. No caminho, Falcão tenta deter Bazuca, mas o vilão consegue derrubá-lo e nocauteá-lo. Bazuca sequer perdeu a repórter de vista, mas o intervenção de Sam foi suficiente para que o Capitão também não os perdesse. Chegam até um precipício, onde a repórter se vê encurralada. ela acaba escorregando e o Falcão, que conseguiu se recuperar a tempo, consegue pegá-la. Logo em seguida, o Capitão América ataca Bazuca com seu escudo. Dessa vez, ele compreende que não deve se conter ou ter misericórdia.

Bazuca dessa vez não pode ser ludibriado. Ele lembra o Capitão que é uma espécie diferente de soldado. De uma geração diferente. Enquanto os soldados da geração do Capitão, vinda da Segunda Guerra, voltaram para casa como heróis, a dele foi desprezada. Sequer sabem o nome dos lugares de onde seus "meninos" morreram. Afinal, eles perderam. Perderam tudo.

O discurso do Bazuca, na verdade, enfurece ainda mais o Capitão América, que revida violentamente. Lembra que pra geração dele não foi nada fácil. Não há guerra tranquila ou que se leva vantagem. Guerra é inferno! O que o Bazuca fez foi disseminar ainda mais o ódio contra os americanos, espelhar mais a guerra. Enfurecido com esse fato, ele espanca o vilão e está prestes a decapitá-lo com o escudo... quando é detido pela mão do Falcão. Muito ferido, Bazuca murmura que só estava fazendo o que foi ordenado, que só queria servir o país, deixá-los orgulhosos. Foi tudo por seus "meninos" esquecidos.

Um helicóptero da SHIELD chega, surpreendendo o Capitão América. Ele não esperava ver Nick Fury Jr tão cedo. Achava que iam esperar que derrotasse o Bazuca, para mostrar ao mundo. Inicialmente, esse era o plano. Mas a notícia vazou. A repórter enviou a foto do Capitão América apertando a mão do Bazuca, dando a impressão errada para o mundo. O Capitão esperava que o Falcão tivesse tomado sua câmera quando a salvou. Mas ele, diante do discurso da repórter sobre a liberdade de imprensa... não o fez.